Frequentemente,
as organizações utilizam recursos que consistem na aplicação de dinâmicas de
grupo que visam estimular e promover determinados comportamentos e
competências. A seguir estão alguns exemplos de dinâmicas em grupo:
Dinâmica do nó humano:
Com pelo
menos 10 participantes e um mediador, esta dinâmica é um ótimo exercício para
desenvolver a liderança, bem como a comunicação, afetividade e criatividade,
além de proporcionar um momento de diversão aos participantes.
O
mediador deve pedir para que todos deem as mãos e formem um círculo, decorando
quem está à sua direita e à esquerda. Em seguida, os participantes devem soltar
as mãos, fechar os olhos e caminhar pela sala por segundos, até que o mediador
as mande parar novamente. Ao abrir os olhos novamente, cada um deve localizar
as pessoas que estavam ao seu lado e, sem sair do lugar, tentar dar as mãos novamente.
O
resultado será um verdadeiro nó humano, que deve ser desfeito ainda com as mãos
unidas. É permitido que o mediador interfira, apenas com um número limitado de
vezes e com o consenso do grupo.
A ideia
passada pela atividade é de que todos os problemas vivenciados no ambiente de
trabalho devem ser resolvidos com a cooperação de todos, que devem ser estar
sempre unidos na busca por soluções criativas. Durante o processo, alguns
líderes vão se sobressair naturalmente, tentando organizar o conjunto para que
todos ajam de forma coesa em prol do objetivo final.
Dinâmica do caos:
O
mediador pede que todos os participantes saiam da sala e, em seguida, causa um
verdadeiro caos no ambiente: derrubando objetos, espalhando papeis e revistas
no chão, alterando a disposição de móveis, etc.
Com a
bagunça feita, o mediador ordena o retorno dos participantes e, quando eles
perguntarem o que aconteceu, deve responder que é cego, surdo e mudo e que eles
podem fazer tudo o que quiserem.
A partir
daí, deve-se avaliar a atitude de todos, identificando aqueles que tomam a
iniciativa de organizar o ambiente, aqueles que tentam organizar a equipe para
que o trabalho seja mais produtivo e também aqueles que vão optar pela procrastinação.
Construção de torres:
Esta
dinâmica tem o objetivo de expressar a influência que o tipo liderança exerce
na produtividade e realização do trabalho em equipe. Com um número de
participantes entre 8 e 32 pessoas, utiliza palitos de fósforo e venda para os
olhos.
O
facilitador inicia a dinâmica informando a todos que devem construir torres:
quanto mais altas, melhor. A seguir, orienta a formação e grupos de quatro
pessoas: um operário, um supervisor e dois observadores. O operário tem os
olhos vendados e, sob a orientação do supervisor, monta a torre com palitos de
fósforo, dispostos paralelamente, formando um quadrado, dois sobre dois.
Os
observadores tomam anotações da relação entre supervisor e operário, bem como a
produtividade alcançada pelo método empregado pela dupla, que tem 3 minutos
para construir sua torre. A seguir, invertem-se os papeis do operário e
supervisor. Em um segundo momento, os observadores assumem o lugar de operário
e supervisor, e os que ocupavam essa função serão observadores.
Ao final
da atuação das duplas, o facilitador dirige uma discussão com os participantes,
perguntando a todos: “Como foi atuar como operário?”, “E como supervisor?”,
“Enquanto observador, o que podem sugerir sobre o desenvolvimento do
processo?”, “Notaram alguma relação entre o tipo de liderança exercido com os
resultados obtidos?”.
Esses
questionamentos vão induzir os participantes a uma reflexão sobre o próprio
estilo de liderança e o estilo de seus superiores, esclarecendo situações nas
quais uma diferente abordagem de liderança pode ensejar melhores resultados.
As
Dinâmicas são algumas das opções dentro das organizações para desenvolver líderes, fortalecer a gestão
atuante assim como também uma forma de estímulo para que surjam novos líderes entre os próprios
funcionários. Por fim, ser líder mão é apenas buscar por uma posição em uma
organização, mas também ter iniciativa, saber trabalhar em equipe e ser cauteloso na
tomada de decisões.